(The informer, 1935)

Dirigido por John Ford, este clássico do cinema, se passa na Dublin, capital da Irlanda, de 1922. Gypo Nolan (Victor McLaglen), um cara fortão, boa gente, mas não muito brilhante, está passando fome. Quando ele descobre que sua paixão, Katie (Margot Grahame), está se prostituindo para sobreviver, Gypo sucumbe a tentação de trair e delatar o seu camarada, Frankie (Wallace Ford) – membro do I.R.A. –, por 20 libras. No decorrer de uma névoa noturna, a culpa toma conte de Gypo e sua consciência fica cada vez mais pesada.

Lançado em 8 de maio de 1935, O Delator concorreu a 6 estatuetas e venceu 4.

Incrivelmente, foi indicado nas mesmas 6 categorias que O Grande Motim (vencedor em melhor filme):
Melhor Filme, direção, ator (O Grande Motim indicou 3 atores), roteiro, montagem e trilha sonora.

O Delator venceu em:
Direção para John Ford, Ator para Victor McLaglen, Roteiro e Trilha Sonora.
Curiosamente, não venceu em melhor filme.

Tornou-se também (até aquele momento), o maior vencedor de estatuetas, porém sem vencer em Melhor Filme.

Inicialmente, o filme foi um fracasso de bilheteria, porém após a cerimônia e seus 4 Oscars, acabou arrecadando milhões de dólares.
Foi o primeiro filme a recuperar o seu investimento após a cerimônia.

Este é o primeiro Oscar em Direção de John Ford de um total recorde de 4.
Curiosamente, mesmo sendo o recordista com 4 estatuetas em Direção, apenas uma vez um filme dirigido por John Ford venceu em melhor filme.

Dudley Nichols, o roteirista vencedor, tornou-se a primeira pessoa a recusar um Oscar.
Dudley recusou devido ao desentendimento entre o sindicato dos roteiristas e os membros da Academia.
Mas, segundo os registros da Academia, Dudley Nichols aceitou a sua estatueta em 1949.


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