Superman

(Superman, 2025)

No alto dos seus 30 anos de idade, e fazendo 3 anos que se revelou para o mundo, Superman perde sua primeira batalha para o Martelo da Borávia. Há 3 semanas, Superman impediu que a poderosa Borávia invadisse a desarmada Jarhanpur, o que causou polêmica mundial. Logo em seguida, Superman é desacreditado mundialmente por Lex Luthor – mais frio e calculista como nunca, às vezes parecendo até doentio. Enquanto isso, Superman tenta recuperar sua credibilidade através de seus princípios.


David Corenswet como Superman.

James Gunn, o diretor certo?

Superman, do diretor James Gunn, nada mais é que uma quase refilmagem de Guardiões da Galáxia e uma tentativa de criar um universo como o da Marvel (A DC não tem necessidade disso), ou seja: Muita piada, personagens superficiais, muita destruição e música pop. Aliás, em seu currículo, James Gunn, tem poucos filmes e todos com tom de comédia – até Seres Rastejantes (Slither, 2006) é um ‘terrir’. Então, quando James Gunn entrou na direção de Superman, já era esperado este tipo de filme.


James Gunn no set de Superman.

O que esperar do novo filme do Superman?

O novo filme do Superman é recheado de cenas de ação e efeitos visuais. Se procura um filme para se divertir sem forçar muito o cérebro, este é o filme. Cenas de ação e efeitos visuais são ótimos! O fator diversão do filme também é ótimo! Diversão garantida, especialmente na parte final com uma montagem muito bem realizada. Superman de James Gunn é o filme certo na hora errada, ou seja, este filme não deve ser levado a sério, nem mesmo como um filme do Superman.


Visual bem diferente do Lanterna Verde Guy Gardner interpretado por Nathan Fillion.

Porque o filme não deve ser levado a sério:

O filme começa como termina, com Krypto – o supercão – ajudando o Superman. Se Krypto está no filme, já se cria a ideia de que o filme não deve ser levado a sério, é apenas para se divertir mesmo.

A Sala de Justiça (Hall Of Justice) é uma homenagem ao desenho dos Superamigos (Superfriends, 1973 – durou até 1985, mas sempre mudando o nome).

O excesso de uso dos pets: cachorros, tartaruga em aquário e até esquilo aparecem no filme.


A Sala da Justiça dos Superamigos e do novo filme do Superman.

O filme apresenta “alguns” furos:

De onde apareceu o romance entre Jimmy Olsen e Eve Teschmacher?

Se Lex luthor criou um clone do Superman e descobriu o local da sua fortaleza, como Lex não descobriu que Clark Kent e Superman são a mesma pessoa?

Por quê o Superman não usou o supersopro antes no buraco negro?

Como Lois Lane pilotou a nave do Sr. Fantástico por intuição e na 3ª tentativa já pousou perfeitamente e com estilo?

É sério que o Superman tem toda sua ética moldada em um cristal de memória defeituoso? Sua criação pelos pais terráqueos não o influenciou em nada? E depois esse cristal ainda é usado contra ele?


Fairplay (jogo limpo) em mensagem na jaqueta do Sr. Incrível (Edi Gathegi).

O filme também apresenta alguns pontos desnecessários, como:

O ciúme ou inveja de Lex por Superman quando Lex cita o “harém” do Superman. Cadê a luta entre o bem e o mal? Intelecto contra a força bruta?

O anel do Lanterna Verde mostrando o dedo do meio na última batalha, e nesta última batalha, a Mulher-Gavião matando o ditador da Borávia. Isso sem contar os golpes do Ultraman por códigos…

Outro ponto negativo do filme é a maneira como os pais terrestres de Clark Kent são retratados, Jonathan e Martha não se parecem em nada com os pais ativos retratados tanto nos filmes anteriores quanto nos quadrinhos.

A entrevista de Lois atacando Clark-Superman, é desnecessária da maneira como foi realizada.

A música tema do Superman é uma homenagem ao clássico filme de 1978 ou falta de criatividade em compor uma nova?


Lois Lane (Rachel Brosnahan) entrevistando Clark-Superman.

Coisas bacanas no filme, além das cenas de ação e dos efeitos visuais, são as homenagens e referências:

Will Reeve aparece brevemente como repórter – Will é o filho mais novo de Christopher Reeve (o eterno Superman).

A torre de água usada para atacar o monstro, é o logotipo da Warner Bros.

A música tema do monstro, lembra o tema de Godzilla, aliás o próprio monstro é uma homenagem ao Godzilla.

O Ultraman (Martelo da Borávia e futuro Bizarro), lembra o Superman sem poderes da saga dos quadrinhos: A Morte e o Retorno do Superman (1992-1993).


Ultraman, o clone do Superman.

O filme do Superman no mundo atual:

O novo filme do Superman retrata bem o mundo de hoje, mostrando, além de um mundo superficial, como o mundo está ao avesso quando você tenta fazer o correto e está errado – aliás, isso é muito bem retratado na própria entrevista que a Lois faz com Clark-Superman.

Enfim, nesta curta análise do filme, entre os furos do roteiro e personagens superficiais, encontramos em Superman um filme fácil de se assistir e divertido, com ótimas cenas de ação e efeitos visuais. A montagem do filme é eficaz em transmitir a necessidade de urgência do Superman em resolver as coisas, além de transmitir ao espectador, dinamismo, intensidade e energia nas cenas de ação.


Superman e os vilões caem como ‘meteoros’ no campo de baseball dos Meteors (meteoros).

Chances no Oscar:

As chances do filme na próxima edição do Oscar, não deve passar da categoria de Efeitos Visuais. Talvez consiga uma indicação em Som, mas não deve passar disso.


Além da trilha sonora, até os créditos são uma ‘homenagem’ ao filme original (2025 no alto e 1978 abaixo).

Em um ranking dos filmes do Superman solo, englobando: qualidade de roteiro, atuação, parte técnica e fator diversão, teríamos:

1ª colocação: Superman, 1978.

2ª colocação: Homem de Aço, 2013.

3ª colocação: Superman II: A Aventura Continua, 1980.

4ª colocação: Superman, 2025.

5ª colocação: Superman O Retorno, 2006 (só fica na 5ª colocação pela tentativa de Brandon Routh em imitar Christopher Reeve, não fosse isso poderia ficar em 3º ou em 4º lugar).


Poster oficial do filme.


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