Pecadores
(Sinners, 2025)
(Warner Bros)

Resumo:

Irmãos gêmeos retornam para a cidade onde nasceram para recomeçar a vida do zero. Fuligem e Fumaça (Smoke e Stack, no original) tentam recomeçar suas vidas abrindo um clube noturno. Mas, as vidas conturbadas que eles tentam deixar para trás, os alcança de maneira sobrenatural.

Filme:

Pecadores faz uma mistura interessante de gêneros que já vimos em outros filmes, e tenta renovar estes velhos temas. A parte central, só para citar um exemplo, nós já vimos antes: Pessoas vão a clube noturno para se divertir e encontram vampiros (demônios) – Um Drink no Inferno (From Dusk Till Dawn, 1996) já nos apresentou essa ideia.

Toda a história do filme é muito bem contada através dos gêmeos – vivido à perfeição por Michael B. Jordan –, e as canções, realmente, se sobressaem. Miles Canton está incrível como Sammie, assim como a montagem (na parte do confronto entre os vampiros e os humanos no clube noturno, é incrível), e quase toda a parte técnica.


Michael B. Jordan em cena de Pecadores.

Pecadores é uma mistura lenta de musical de blues com terror vampiresco. Ryan Coogler – indicado triplamente em: Melhor Filme, Diretor e roteiro –, nos mostra um obscuro, estiloso, e genuinamente novo ar aos filmes de vampiros, tudo construído de maneira impressionante. Não é um filme perfeito, não merecia as 16 indicações (mas, afinal, qual filme merece tantas nomeações?), mas é ótimo para se assistir e rever quantas vezes necessárias, e prestar muita atenção nos detalhes.

Essa força narrativa também se sustenta nas atuações…

Elenco:

Miles Canton e Michael B. Jordan, realmente, brilham. Hailee Steinfeld, Delroy Lindo, Wunmi Mosaku, e Jack O’Connell também nos mostram excelentes performances.

Recorde:

Com inacreditáveis 16 indicações ao Oscar, Pecadores quebra o recorde de 14 nomeações que era dividida entre: A Malvada (All About Eve, 1950), Titanic (Titanic, 1997) e La La Land: Cantando Estações (La La Land, 2016). Ou seja, Pecadores foi indicado em quase todas as categorias possíveis, das 17 categorias possíveis, foi indicado em 16; só faltou ser indicado em Atriz Principal – afinal, o filme não poderia ser indicado em Roteiro Adaptado.

Apesar das 16 indicações algumas foram surpresas: Efeitos Visuais, Maquiagem e Cabelo, Atriz Coadjuvante e Ator Coadjuvante. Delroy Lindo, apesar de estar muito bem no filme, ele aparece pouco, com certeza foi indicado pela carreira e por não ter sido indicado por Destacamento Blood (Da 5 Bloods, 2020) – quem merecia ter sido indicado era Miles Canton em Ator Coadjuvante.


Delroy Lindo em cena de Pecadores.

Apesar da indicação em Roteiro Original – é favorito para vencer o Oscar –, o roteiro é previsível, alguns exemplos: no começo do filme, Fuligem/Fumaça dizem que voltaram para a cidade porque eles conhecem os demônios que nela vivem, na parte em que os índios dizem que “eles não são o que parecem”, isso sem contar o começo quando o Sammie está na igreja e aparece o flashback. Estes e em outros momentos, o roteiro nos diz o que vai acontecer.

Mesmo assim, o ritmo, as atuações, as músicas, o desenho de som (a parte da canção Pale Moon, é um exemplo), faz com que apreciemos um ótimo filme.


Faltou indicação em Ator Coadjuvante para Miles Canton.

Pecadores, hoje, é um daqueles filmes que pedem para serem vistos e revistos. Então, se deixe levar e assista, porque só o tempo irá nos contar se o filme será um clássico, ou se será mais um com muitas indicações ao Oscar que poucos se lembram.

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